A Cabeça de Um louco totalmente Normal

28 de dezembro de 2010

Feitiço do Desejo


Feitiço do desejo

Uma magia no anoitecer

Fluidos, encantos, sussurros baixos.

Uma porção de amor, uma porção de sedução.

Uma pequena bruxa e seu feitiço

Soprado em pólvora no ar, brilho purpura.

Felicidade encanto e magia

Tudo em um só corpo,

Ela tem o que quer! Tem o que deseja,

Seus dons levam ao êxtase profundo

Embaralhados dois viram um

E o desejo magico dura a noite inteira,

Feitiço do desejo, uma Bruxa com sede de amar.


Autor: Ney

Mares


Mares
Passou como um flecha mergulhou em mares desconhecidos conheceu céus azuis de manha, mas, viu céus negros a noite.
Lembrou!
Que nunca se sentiu tão segura em ares mais amenos como a segurança do seu lar
Falta lhe fez, saudades no peito aperta, e dói
.
Coração chora por um lugar conhecido
.
Por um abraço amigo

Nem que seja para se jogar no mar da ilusão e da esperança...
Sem se importa em se afogar, porque se isso acontecer! chegou mesmo o seu fim.

Autor : Ney

16 de dezembro de 2010

Acoado


Acoado
Num pensamento de derrota , se ajolhou em frente a realidade e pensou mais um segundo na sua vida. Então levantou como uma fera voraz
E Sangrando continuou mais uma batalha
Mesmo que seja em direção a morte
Desistir jamais,e ir até o Fim.


Autor: Ney Nogueira

Um Anjo



Um Anjo

Num silêncio profundo da madrugada ela apareceu com asas de um branco puro
Seu toque era suave, sua voz era doce
Sua luz acalentava o ambiente

Chegou andando em plumas, leve bem leve!
Passou a mão em meu rosto, e num instante, pareceu ser só um sonho
Tudo tinha voltado ao normal, a luz fraca incomodava
A voz doce já não estava mais presente
Mas ficou a sensação ,

De que um anjo passou por aqui.

Autor: Ney Nogueira

7 de dezembro de 2010

No Real pensamento


No Real

Que porra é essa! Na verdade a verdade é mentira

A mentira não cabe , quando a verdade é realidade,

Quando se é real, não existe verdade nenhuma

Mas sou o que sou dizendo a verdade e você mentiu dizendo que a verdade é o que espera!

Quando você vive uma mentira por dia do seu eu profundo

Dizendo eu Te amo, mas não quero mais você.

Adeus pelas verdades mal contadas

E Adeus por Amar você

Que porra é essa?

Autor: Velkan ,Ney

o que vem da vida


O que vem da Vida

Nas pedras da sorte joguei o amor

Fria e dura foi o que caiu sobre o meu peito ferido...

Ferindo-o mais, alimentando um buraco que já não se feixava.

Pedra dura, coração duro, lagrima congelada,

Ao Vento joguei a esperança, e como.

Um tornado enlouquecido ela se voltou contra mim

Um turbilhão cortante, rasgando minha face, único lugar que

Se matinha sereno

Em rios de sangue cortes profundos em forma de traços de terror

Vento frio...

Então me joguei a sorte, pairei no tempo,

Uma sorte que lá longe me olhava dizendo

Aonde vc quer se ferir, não conte comigo,

Guarde minhas lembranças,

E chore a dor sofrida pelo menos um milhão de vez.

Velkan..Ney

30 de novembro de 2010

Minha Sujinha


Minha Sujinha

Nos cabelos da minha nega eu catei piolho,
nos braços dela mil vezes eu desmaie com o odor ,nem lembro quando foi que pude beijar aquela boca banguela,
mas como minha nega não tem igual,
os braços sujinho é onde me conforta,
na boca sem dente é onde viros os olhos e começa o meu desejo
e é na sua companhia que vejo o mundo um lugar feliz,
Te Amo minha nega sujinha

Ney nogueira

28 de novembro de 2010

Flecha de Mil pontas


Flecha de mil pontas

Um olhar, um sorriso de canto meio sinico um ar de deboche, dizendo tudo bem!? Que Deus me ame e ame a todos.
Flechas de mil pontas em um olhar,
palavras secas

Você diz que me ama, você diz que gosta de mim

Mas o tempo escurece em sintonia com a sua fala
E enfim pensamos, a verdade vos libertara.

Autor: Ney Nogueira

24 de novembro de 2010

Separação de um Advogado


COMO UM ADVOGADO TERMINA UM NAMORO!!!!!

Prezada "NOME DA FULANA"

Face aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho, por meio desta, na qualidade de homem que sou apesar de V Sa. não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devassar vossa lascívia retratar-me formalmente, de todos os termos até então empregados à sua pessoa, o que faço com sucedâneo no que segue:

A) DA INICIAL: MÁ-FÉ DE VOSSA SENHORIA

1. CONSIDERANDO QUE nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando-a;

1.2. CONSIDERANDO seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar;

1.3. CONSIDERANDO QUE com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, V.Sa. me induziu a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual.

Passei então, a me encontrar com Vossa Senhoria.

B) DOS PREJUÍZOS

1. CONSIDERANDO QUE fomos ao cinema e fui eu quem pagou as entradas e também o jantar após o filme;

2. CONSIDERANDO QUE já levei V. Sa. em boates das mais badaladas e caras,sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos;

3. CONSIDERANDO QUE até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que V.Sa. não quis nem colocar biquíni alegando que estava ventando muito.

C) DAS RAZÕES DE SER DA PRESENTE

1. CONSIDERANDO AINDA QUE até a presente data, após o longínquo prazo de duas semanas, V.Sa. não me deixou tocar, sequer sua panturrilha;

2. CONSIDERANDO QUE Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar a mão nem na sua cintura com a alegação barata de que sente cócegas;

DECIDO SOBRE NOSSO RELACIONAMENTO O SEGUINTE:

1. Vá até a mulher de vida airada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim um lazer, mas sim uma necessidade premente;

2. Não me venha com colóquios flácidos para acalentar bovinos de que pensava que eu era diferente;

3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos,quando, , na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro, e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente.

Sinceramente, sem mais para o momento, fique com meu cordial "VAI TOMAR NO ORIFÍCIO RUGOSO LOCALIZADO NA REGIÃO INFERO-LOMBAR DE SUA ANATOMIA", porque esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal!

Dou assim por encerrado o nosso relacionamento, nada mais subsistindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados Sem mais para o momento,

P. Deferimento. Data e assinatura

Vamos falar, e vamos ouvir!



Dona Comunicação – História não escrita

Otávio, o caixa, por certo nunca ligara para problemas de comunicação. Falava... e dizia. Pronto. O interlocutor que ouvisse... e escutasse. Ignorava, talvez, que a cada universo de ouvintes corresponde um linguajar específico, um repertório.

Palavras como “isótopo” e “fissão” só costumam ser inteligíveis entre os enunciados em Física Nuclear. Expressão como “Malagueta diz que vai apagar o macaco” pode ser corriqueira entre policiais e malandros, mas para outros mortais carece tradução (Malagueta diz que vai matar o policial).

Otávio não atentava para isso e se julgava, decerto, possuidor de comunicação universal, acessível a qualquer repertório. Falava e dizia. Quem ouvisse que escutasse.

Assim, quando Terezinha lhe apresentou o cheque, ele nem imaginou que a cliente talvez não entendesse o idioma bancário:

_ Por favor, moça, seu cheque é nominal a Terezinha Gomide, precisa de endosso.

Terezinha escutou, mas não ouviu. Nominal? Endosso? Endosso Endosso tinha sabor de açúcar. Mas não, era possível, não tinha nada a ver.

_ Desculpe seu Otávio, não entendi.

De novo, o caixa disse:

_ Simples. Coloque sua firma aqui no verso.

Ainda sem ouvir, a cliente espichou-lhe o olhar interrogante. Verso? Firma? Que diabos. Antes “nominal”. Agora “verso”. “Endosso” e também “firma”. Ora, eu não sou sócia de nada! Nem poeta! Terezinha, atônita, achou-se de perguntar:

_ Perdão, seu Otávio continuo não compreendendo.

Deu-se, por fim, um estalo. O caixa sentiu os cifrões da própria língua, pensou no repertório de Terezinha e tratou de adivinhá-lo. Fácil, pensou. Com sorriso de psicologice, foi virando o cheque e apontou com jeito cúmplice:

_ Coloque aqui seu nome. Assim... como você faz no final de carta pro seu namorado.

Terezinha iluminou-se. Decidida, pegou firme na caneta e lascou no verso do cheque: Com todo amor, um grande beijo. Terezinha. Diante daquela Terezinha sorridente, Otávio, o caixa, foi apresentado à dona Comunicação. Sentiu, naqueles olhos brilhantes, que há repertórios e repertórios. E que falar nem sempre é dizer.

(Autor desconhecido)